Usar nome de Deus para fazer ataques é ‘blasfêmia’, diz Papa

O papa Francisco voltou a atacar duramente àquelas pessoas que realizam ataques e atentados em nome de Deus durante a “Conferência para Combater a Violência Cometida em Nome da Religião” realizada nesta sexta-feira (2).

“A pessoa religiosa sabe que uma das maiores blasfêmias é chamar Deus como um garantidor dos seus próprios pecados e crimes; de chamá-lo para justificar o homicídio, os massacres, a escravidão, a exploração em todas as suas formas, a opressão, e a perseguição de pessoas e de populações inteiras”, disse aos participantes do evento.

Na Sala Clementina, no Vaticano, o Pontífice ainda pediu para que líderes de todas as religiões “desmascarem qualquer tentativa de manipular Deus para objetivos que nada tem a ver com Ele e com sua glória”.

Segundo Jorge Mario Bergoglio, “é preciso demonstrar, sem cansaço, que cada vida humana tem em si um caráter sacro, merece respeito, consideração, compaixão, solidariedade, independentemente da etnia, religião, cultura, orientação ideológica ou política”.

Perante os participantes, ele afirmou que seguir uma religião específica “não dá a ninguém a dignidade ou direitos a mais, assim como o não pertencimento não tira ou o diminui”.

Durante o discurso, o Papa ainda pediu que os religiosos unam forças com os políticos, professores e demais líderes civis para “advertir quem quer que seja” e quem tenta “criar formas perversas de religiões desviadas, que não tem nada a ver com o testemunho digno de uma religião que seja digna desse nome”.




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