Senadora Selma Arruda, do PSL, conhecida como “Moro de saias” é cassada pelo TRE do Mato Grosso

A ex-juíza foi acusada de usar caixa dois em sua campanha eleitoral. Uma nova eleição deve ser realizada no estado do Mato Grosso

Por unanimidade (7 votos a 0), o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso cassou nesta quarta-feira (10) o mandato da senadora Selma Arruda (PSL) por suposto abuso do poder econômico e caixa dois nas eleições de 2018. A decisão foi tomada no âmbito de ação de Investigação Judicial Eleitoral, mas cabe recurso.

O desembargador Pedro Sakamoto impôs à parlamentar inelegibilidade de 8 anos. O TRE recomendou também a realização de novas eleições. Até que o pleito seja realizado, a maioria dos magistrados entendeu que o Mato Grosso deve ter apenas dois representantes no Senado. Ambos os assuntos serão discutidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo a quebra de sigilo, os valores, gastos pela ex-juíza em sua campanha, foram transferidos pelo primeiro suplente, Gilberto Possamai. As investigações apontaram que Possamai teria pagado com cheques diversas despesas de campanha não declaradas à Justiça Eleitoral, o que foi visto como forte indício de crime de caixa dois. Os advogados que acompanham o caso consideraram o voto do relator pesadíssimo, que seguido pelos demais juízes.

“Sergio Moro de Saias”

Selma Arruda ficou famosa em Mato Grosso como ‘Sérgio Moro de saias’, pela forma dura como decidia nas ações criminais contra políticos e servidores públicos. Foi dela a decisão de mandar prender, em 2017, o ex-governador Silval Barbosa (MT) e empresários influentes. Também coube à ex-magistrada condenar a 26 anos e sete meses de prisão o ex-deputado estadual José Riva por ‘escabroso esquema’ enquanto presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Nas eleições de 2018, Selma Arruda foi eleita com 678 mil votos, tendo declarado bens no valor de R$ 1,4 milhão. Foi a partir dessa informação que as autoridades decidiram abrir investigação, pois os gastos de campanha eram incompatíveis com o patrimônio da candidata.




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