Reajuste de 21% no IPASGO e retirada de filhos e agregados do plano de saúde são mais pancadas no lombo do funcionalismo em Goiás

O Governo Caiado faz uma série de ações no IPASGO que vão prejudicar e muito a vida do funcionário público de Goiás e de seus familiares.

Entre as ações estão o aumento no preço do plano de saúde e a retirada de agregados e filhos dos funcionários do plano. Em entrevista à Rádio Bons Ventos o presidente do instituto, Sílvio Fernandes, que pode tirar filhos e agregados do plano, além de anunciar que o aumento do custo do plano de saúde para o funcionalismo vai mesmo acontecer.

Confira alguns dos principais pontos da entrevista do presidente do IPASGO, Silvio Fernandes à Rádio Bons Ventos!

 

Déficit do Ipasgo

“Agora, é um período de adequação, de estudo e de muito trabalho. Buscar a correção desse déficit, porque ele aumentou em quase 130% nesses três anos e no ponto de vista operacional em qualquer empresa isso é um sinal mais do que vermelho”, explica.

“Cortamos quase 40% do nosso gasto operacional, isso deu uma economia de quase R$ 50 milhões, só que se jogar em todo o fluxo que nós temos isso não representa nem 3% de economia global”, acrescenta.

“Quando nós assumimos, o governo devia para os prestadores uma parte de setembro até dezembro do ano passado. Mas, existe ainda uma dívida de antes de setembro de mais de R$ 250 milhões”, completa.

IPASGO vai ficar mais caro para o funcionário público

“Existe um reajuste que é feito de maneira anual e é obrigatório por lei. Uma vez por ano é feito um estudo que é para o Instituto fazer a correção dessa tabela, lembrando que a correção vai incidir sobre aqueles que fazem a contribuição, por faixa etária. Sobre aquele que tem percentual de salário e o de dependentes também se propõe uma correção, só que essa correção só incide sobre o piso e o teto. O servidor que está no meio, que é a grande maioria ele não incide ao aumento de contribuição, porque para ter aumento de contribuição é somente quando eu tenho aumento de salário”.

“Quando eu falo em ajuste e correção é justamente pegar aquilo que está gastando e a projeção para equilibrar isso. Esse ano pedimos um tempo, vamos tomar as medidas para tentar reduzir os nossos custos naquilo que for possível sem prejudicar o serviço para o nosso usuário e só depois disso a gente propor o que tem que ser corrigido. O prazo já está até estourado, que era até março. Então, o prazo é daqui para frente, assim que nós terminarmos todo esse levantamento e aquilo que a gente pode reduzir ai sim a gente vai propor”, detalha.

Foi aprovado no dia 11/06 por maioria de votos do Conselho Deliberativo do Ipasgo o reajuste de mais de 21% a partir do próximo mês. Mesmo após insistentes solicitações dos 4 membros que representam os servidores públicos no conselho para que fossem detalhados os dados do cálculo atuarial que justificaria tal reajuste a matéria foi levada a votação pelo presidente do Ipasgo Silvio Antônio Fernandes Filho sem a apresentação dos dados e aprovada por maioria apertada.

Votaram a favor do reajuste:

Pedro Henrique Sales (Secretário Estadual de Administração)
Jardel Mota Marinho (Tenente BM – Atualmente Gerente de Logística do IPASGO)
Kátia Ribeiro Aguiar (Servidora do IPASGO)
Haroldo Campelo Feres Queiroz (Gestor Governamental – Atualmente Diretor Administrativo do IPASGO)
Salomão Rodrigues Filho (Membro da Associação Médica)

Votaram contra o reajuste e assinaram a solicitação de dados complementares:

Uilia Alves Braga (UNIMIL – União dos Militares do Estado de Goiás)
Eduardo Aires Berbert Galvão (SINDIGESTOR)
Flaviana Alves Barbosa (SINDISAUDE)
Jeovano Bartolotte Xavier (SINDIAGRI).

Agregados e filhos de funcionários públicos podem ficar fora do plano de saúde do IPASGO

“O plano foi feito para a saúde do servidor do Estado, então tudo que vier tem que agregar valor a essa finalidade. Se vamos ter agregados e convênios que venham com regras claras e que não tragam prejuízo para o nosso usuário. Da maneira que está, com esse déficit se a gente não agir de maneira muito transparente daqui cinco anos a coisa vai desandar e vai quebrar, hoje, o nosso plano é em 58% mais barato”, afirma Silvio.




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