Professores fazem protesto na Secretaria de Educação. Secretária não quis recebê-los

Polícia foi chamada para evitar que servidores da educação adentrassem prédio da secretaria em protesto

A secretária Fátima Gavioli convocou policiais militares (que não receberam dezembro) para bloquear a entrada da Seduce. Os professores estaduais estão revoltados e exigiram uma reunião com a secretária. Gavioli sumiu! Os gritos ecoam na Seduce: “Desce secretária, desce secretária!”. Os professores estaduais que protestaram na porta da Seduce afirmam que Caiado e a secretária Fátima Gavioli precisam explicar o mistério do sumiço de recursos do Fundeb referentes ao mês de dezembro. “Onde estão os R$ 178 milhões do Fundeb de dezembro. Foram desviados? Usaram para pagar outras coisas? Nós exigimos transparência!”, disse no microfone uma professora.

Os profissionais pediram que a secretária Fátima Gavioli fosse ao encontro deles para discutir as medidas anunciadas para a educação nos últimos dias como a modulação na rede estadual de ensino.

Os servidores também reivindicaram o pagamento do salário de dezembro a todos os servidores e pensionistas da educação. A secretária não foi ao encontro dos manifestantes e propôs que alguns representantes fossem ao seu gabinete, proposta rejeitada pelos professores.

Confira a Carta Manifesto dos Trabalhadores da Educação de Goiás que será entregue à secretária Fátima Gavioli:

Nós, trabalhadores da Rede Estadual de Educação de Goiás, insatisfeitos com a atual realidade do sistema educacional estadual, reivindicamos:

– Pagamento imediato dos salários de dezembro dos ativos e inativos;

– Revisão da modulação dos coordenadores pedagógicos, de turno, professores de apoio professor de banda, pois os mesmos são docentes  de acordo com a  Lei Federal N. 11.301/2006”. Inclusive, o Superior Tribunal Federal, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3772 – STF pacificou o entendimento que a função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda, a direção de unidade escolar (STF – ADI: 3772 DF, Relator: Min. CARLOS BRITTO, Data de Julgamento: 09/10/2009, Data de Publicação: DJe-196 Divulgação aos 16/10/2009 e Publicação aos 19/10/2009). Diante disto, exigimos que tais profissionais voltem a receber por hora aula e não hora relógio como pretende a SEDUCE;

– Publicização das auditorias realizadas na SEDUCE, inclusive com a apresentação do suposto documento emitido pelo TCE que pretende regulamentar as diretrizes do nosso sistema educacional;

– Investigação de supostas incongruências no último processo seletivo simplificado, como classificação e eliminação de candidatos de forma errônea e confusa. Existem candidatos que não possuíram a pontuação mínima e estão melhores classificados que candidatos com maiores pontuações;

– transparência na gestão do FUNDEB. Exigimos que toda a verba destinada ao fundo seja gerido pela SEDUCE e que esses valores sejam revertidos para pagamento e valorização dos profissionais da educação.




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