Professor de catequese teria estuprado pelo menos 12 crianças

Um caso de estupro e pedofilia, investigado pela 4ª Delegacia de Polícia, em Guará, região do Distrito Federal, causou choque até mesmo nos experientes investigadores da Polícia Civil. Um professor de catequese de 47 anos é acusado de ter estuprado pelo menos 12 crianças, a maioria meninos, todas parentes dele. José Antônio Silva está sendo investigado por estupro de vulnerável, e está foragido. A polícia pede ajuda para descobrir seu paradeiro.

As informações são do portal Metrópoles. Conforme o veículo, as vítimas, que tinham à época entre 4 e 10 anos, teriam sido abusadas em um quarto da casa dos pais do catequista. Os crimes de pedofilia atribuídos ao homem datam de 25 anos atrás. Mas vítima mais recente, um menino de 4 anos, teria sido violentada em dezembro de 2018.

Conforme o delegado adjunto da 4ª DP, Douglas Fernandes de Moura, a investigação começou com a primeira denúncia de uma vítima que compareceu à delegacia. A vítima, um sobrinho de José Antônio, hoje com 30 anos, relatou abusos sofridos por ele, e revelou que não denunciou antes por medo, uma vez que isso “mancharia a imagem da família”.

O delegado relata que o catequista aproveitava da confiança dos familiares para estuprar as vítimas (seus sobrinhos). Ele cometia os atos no quarto da casa dos pais, em Guará. Os relatos dos abusos são estarrecedores. “Ele falava que mostraria desenhos, que eles jogariam videogame, e praticava os abusos, que variavam entre prática de sexo oral e penetração anal. Além disso, ejaculava na boca das crianças e dizia que aquilo era bom para elas crescerem fortes e saudáveis. Que era para eles aprenderem e, quando crescessem, praticar com as namoradas”, revelou o delegado Douglas Fernandes.

Ele ainda conta que o caso impressionou até mesmo os investigadores. Segundo Douglas, o caso choca ainda mais “pela proximidade que ele tinha com as vítimas”.

Professor de catequese de Guará, DF, era casado e aproveitava a ausência da esposa para cometer os estupros

O delegado Douglas Fernandes relatou ao Metrópoles que até agora 12 vítimas foram identificadas: 11 são meninos e uma mulher. A delegacia tem informação de outras seis vítimas que foram abusadas, mas ainda não procuraram a delegacia para depor.

José Antônio dava aula de catequese na Paróquia Divino Espírito Santo, no Guará II, e também em uma escolinha de futebol. Entretanto, o diretor do colégio Rogacionista, instituição de ensino da mesma congregação da Igreja Divino Espírito Santo, o padre Marcos De Ávila confirmou que José Antônio não atua mais como catequista da paróquia.

O delegado ainda conta que a renda de José Antônio vinha de bicos, uma vez que ele não tinha trabalho fixo. Os estupros começaram quando ele ainda morava com a mãe, e, depois de casado, aproveitava a ausência da esposa, que trabalhava fora, para cometer os crimes.

José Antônio Silva está sendo investigado por estupro de vulnerável, e está foragido. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) pede ajuda para localizá-lo, pelo telefone 197 ou o Disque-Denúncia da corporação.




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