Polícia Federal vai investigar invasão de celulares de Guedes e de Joice

A Polícia Federal informou hoje (23) que vai investigar a suposta invasão de hackers nos aparelhos celulares do ministro da Economia, Paulo Guedes, e da deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP). A parlamentar disse que teve seu telefone celular clonado na madrugada de domingo, 21. Já o celular do ministro teria sido hackeado na noite desta segunda-feira, 22.

A apuração sobre o caso envolvendo a deputada está mais avançada. Assim que tomou conhecimento da invasão, na segunda-feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, determinou que a Polícia Federal abrisse uma investigação para apurar o caso. A denúncia feita pela deputada foi encaminhada à corregedoria da PF, que decidiu abrir um inquérito para apurar a invasão.

Sobre a possível invasão do celular de Guedes, a assessoria do Ministério da Economia disse que, na noite de segunda-feira, o celular do ministro havia sido hackeado. Em mensagem distribuída a jornalistas, a assessoria pediu que mensagens vindas do número de Guedes e de outras pessoas do gabinete fossem desconsideradas.

Nesta terça, em outra mensagem divulgada à imprensa, a assessoria de Guedes disse que está sendo apurada a possível invasão do telefone do ministro e informou que um ofício seria enviado ao ministro Sergio Moro pedindo que o caso fosse investigado pela PF.

A reportagem apurou que, até o início a tarde de hoje, nenhum comunicado formal da invasão do celular de Guedes havia chegado à PF. A instituição, no entanto, já se movimentava para começar a investigar o caso envolvendo a invasão do celular do ministro assim que isso fosse determinado por Moro.

As constantes invasões de aparelhos celulares têm assustado membros do governo e do Congresso Nacional nos últimos meses. O próprio ministro Sergio Moro afirmou ter sido alvo. Diálogos atribuídos a Moro e ao procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, passaram a ser divulgados pelo site Intercept, desde o dia 9 de junho.

Segundo a publicação, os diálogos indicariam suposta conduta irregular do então juiz da Lava Jato e consequente comprometimento das decisões dos processos julgados na 13ª Vara Criminal, em especial no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — que está preso e condenado por corrupção desde 8 de maio de 2018.

Fonte: EXAME




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.