PF faz busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador José Eliton

PF cumpre cinco mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão

Para combater fraude em licitações e desvio de verbas públicas da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago), a Polícia Federal cumpre cinco mandados de prisão e oito de busca em apreensão na manhã desta quinta-feira (28/3). Entre os alvos estão o ex-governador do estado José Eliton (PSDB), empresários, dirigentes da empresa e agentes públicos do governo local.

A operação foi batizada de Decantação 2. Segundo as investigações, parte dos recursos recebidos pela prestação de serviços à companhia era repassada para o chefe de gabinete do então governador do estado. Foi apurado ainda que o ex-governador teria usado, por diversas vezes, uma aeronave de propriedade de uma das empresas beneficiadas pelos contratos.

Entre os alvos dos mandados de prisão temporária está Luiz Alberto de Oliveira, conhecido como Bambu. Na casa de Gisela Albuquerque a polícia encontrou uma mala com cerca de R$ 800 mil e seis armas. Ela trabalhava como assessora da representação de Goiás em Brasília.

Os mandados de prisão são para Luiz Alberto de Oliveira, Gisella Silva de Oliveira Albuquerque, Carlos Eduardo Pereira da Costa, Nilvane Tomás de Sousa Costa e Robson Borges Salazar. Eles foram expedidos pela 11º Vara Federal de Goiás e são cumpridos em Goiânia e Aparecida de Goiânia. A Justiça também determinou o sequestro de 65 imóveis e o afastamento da função pública de dois servidores da Saneago. . Luiz Alberto de Oliveira, o Bambu, e sua filha, Gisela, foram alvos de buscas e presos hoje na segunda fase da operação Decantação, em Goiás. Bambu também foi secretário de Assuntos estratégicos do Estado.

A PF encontrou cerca de R$ 1 milhão no carro de Bambu e R$ 800 mil na casa de sua filha, além de seis armas de fogo. Segundo investigadores a quantia de dinheiro deve aumentar porque as notas ainda estão sendo contadas. Bambu estava escondido na casa de Gisela.

A ação desta quinta-feira acontece em decorrência da Operação Decantação, realizada em 2016, para acabar com um esquema criminoso que desviou cerca de R$ 4,5 milhões da Saneago. De acordo com a apuração da PF,  três empresas de um único dono foram beneficiadas com contratos, mesmo com impedimentos fiscais.

Essas empresas também teriam sido usadas para lavar dinheiro, pois foi constatada transferência de quantia no valor de R$ 28 milhões entre o chefe de gabinete do ex-governador e a conta de uma das companhias investigadas.

Os suspeitos vão responder pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, fraudes em processos licitatórios e lavagem de dinheiro.

Fonte: Metrópoles e site da Polícia Federal




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