Palocci delatou propinas de R$ 270 milhões para campanhas do PT

Na delação que fez à força-tarefa da Operação Lava Jato, o ex-ministro Antônio Palocci revelou que o PT recebeu R$ 270,5 milhões em propinas para custear campanhas eleitorais. As informações foram obtidas pela revista Veja, que teve acesso ao depoimento.

Homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, a fala de Palocci tem 23 anexos e detalha os principais momentos em que os governos petistas se envolveram com corrupção empresarial entre 2002 e 2014.

O depoimento cita ainda a participação de 12 políticos em esquemas relacionados ao partido, entre ex-ministros e parlamentares.

Confira os principais pontos do documento divulgados até agora:

Vaccari

De acordo com o documento, os repasses para campanhas foram feitos tanto de forma declarada como oculta por vários grupos empresariais que recebiam benefícios específicos em troca. Quem intermediava as negociações era o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari, também preso pela Lava Jato. 

A delação publicada pela revista mostra que os empresários procuraram várias vezes o PT para bancar as candidaturas à eleição e reeleição de Lula e Dilma Rousseff . Em troca, os presidentes concediam menor tributação para setores específicos, crédito no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)  e apoio da base do governo a medidas que tramitavam no Congresso.

Muamar Kadafi

Segundo Palocci, o ex-presidente Lula teria recebido R$ 1 milhão de dólares (3,5 milhões de reis à época) do ditador líbio Muamar Kadafi, morto em 2011. O dinheiro teria servido para a campanha à presidência da República do petista em 2002.

Castelo de Areia

O documento relata ainda que o PT teria feito uma operação para barrar a Operação Castelo de Areia no Superior Tribunal de Justiça. Segundo o depoimento de Palocci, o esquema rendeu 50 milhões de reais em propinas convertidas em doação eleitoral para Dilma e outros congressistas do partido como, Gleisi Hoffmann, atual presidente da sigla.




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