“O goiano não vai querer perder o que já conquistou com nosso trabalho no governo”, diz Zé Eliton

“Eu acho que se gera um ciclo virtuoso quando você consegue diminuir a carga tributária, aí você aquece a economia, dá mais condições para o empresário contratar, obter resultados melhores, gerar emprego”, observa Zé Eliton

O candidato ao Governo de Goiás, Zé Eliton, pela Coligação Goiás Avança Mais, concedeu entrevista à Rádio Bons Ventos (107,3), de Aparecida de Goiânia, no início da manhã desta quarta-feira (5/9). Como prometido, o candidato à reeleição vem se desdobrando entre a administração do Estado e a campanha eleitoral, demonstrando seu compromisso com os goianos e apresentando suas propostas para que Goiás permaneça no caminho do progresso.

A entrevista de 30 minutos, dentro do Jornal da Manhã, transmitida também pela internet, foi comandada pelos radialistas Emerson Vargas, Alípio Nogueira e Altair Tavares, com a participação dos ouvintes que enviaram perguntas. Na abertura do programa, o candidato falou de suas atividades para as próximas semanas ao lado professora Raquel Teixeira, vice em sua chapa, e dos candidatos ao Senado Federal Marconi Perillo e Lúcia Vânia. “A primeira etapa foi, exatamente, dar um giro pelo Estado e colocar a campanha na rua”; e, agora, “reforçar as agendas de campanha, como já estamos fazendo, em regiões com alta densidade eleitoral para que possamos transmitir nossa mensagem. Entendemos que temos as melhores propostas para que Goiás avance cada vez mais”, resumiu.

Alípio Nogueira – O que precisa ser mudado em Goiás?

Zé Eliton discorreu que nos últimos debates questionou os demais candidatos sobre suas propostas de mudança para Goiás. “Nenhum dos candidatos respondeu objetivamente. Eles não apresentam propostas, apenas repaginações do que o nosso governo já faz”. Sobre seu plano de governo, o candidato do PSDB esclareceu que “é possível avançar, e avançar muito. Claro que nós iremos garantir conquistas, porque nenhum goiano admite perder a Bolsa Universitária”, que já garantiu Curso Superior a 200 mil pessoas. “Nenhum goiano admite perder o Cheque Reforma, retroceder no Renda Cidadã, acabar com os Itegos, ou acabar com a UEG, conquistas dos goianos que nós temos o compromisso em manter. O pagamento em dia dos salários é outra garantia do nosso governo pois, no passado, o servidor já ficou até sete meses sem receber. Quando nós olhamos a Segurança Pública, antes de 1999, nós tínhamos o policial que recebia menos de um salário mínimo. Essas são conquistas, mas é preciso avançar e eu posso dar exemplos. “O goiano não vai querer perder o que já conquistou com nosso trabalho no governo”, afirmou.

Educação

“Goiás é, hoje, primeiro lugar no Ideb. O único que conseguiu, na história, liderar o Ensino Médio e o Ensino Fundamental II. Em 1999 nós tínhamos só 26% dos professores com Curso Superior, hoje são 100%, ou seja, ao dar oportunidade dos professores fazerem graduação superior nós garantimos a melhoria do ensino. É por isso que eu já estou propondo para 2019 a 2022, fazermos um curso de Mestrado para todos os professores da Rede Estadual. É por isso que eu estou garantindo também que a UEG chegue a todos os municípios, através da UEG em Rede. Nosso objetivo é atingir 45 mil pessoas por ano, que é o número de pessoas que concluem o Ensino Médio”. Zé Eliton contou que ele foi obrigado a sair do interior para estudar na capital, mas que em seu governo e no de Marconi Perillo a UEG em Rede vai levar para todos os municípios a oportunidade de fazer um Curso Superior.

Fernando de Souza – ouvinte – Prioridades para a Educação.

O candidato, completando a resposta anterior, falou do Programa Bolsa Permanência, que consiste em garantir que o aluno matriculado numa Escola de Tempo Integral possa “concluir seus estudos, que preparam, que libertam, que dão oportunidades”, sem ter que abandonar a escola para trabalhar. “A Bolsa Pesquisador Científico Jovem também é uma outra inovação no caso dos Institutos Tecnológicos, como o Basileu França, onde já temos a Bolsa Orquestra, para que Goiás continue a liderar, não só no Ideb, mas que tenha um padrão de excelência na Educação”. Zé Eliton falou também dos Colégios Militares, e de sua proposta de “fazer com que essa modalidade de ensino chegue ao maior número possível de municípios, propostas concretas alicerçadas na realidade do orçamento do Estado”.

Altair Tavares – Como administrar o Estado e fazer os investimentos necessários diante do cenário nacional de recessão?

Zé Eliton explicou que participou da elaboração do Orçamento do Estado (R$ 24,5 bilhões) para 2018, “enxuto, seguindo o modelo europeu, com base num conceito de orçamento real para que não tivéssemos a ampliação de gastos em detrimento da receita. No mês de julho, nós tivemos o incremento de R$ 100 milhões de receita, acima da expectativa, e essa sinalização se repete no mês de agosto”. Para 2019, a previsão é de que “com o aquecimento da economia nós tenhamos um incremento da receita, mas é importante frisar que todas as minhas propostas e da professora Raquel encontram consonância no orçamento do Estado, sem propostas mirabolantes”. O candidato da Coligação Goiás Avança Mais criticou os demais candidatos que “estão fazendo promessas vazias que não poderão ser executadas por uma simples razão, têm que ter previsão orçamentária”.

Alípio Nogueira – É possível reduzir o ICMS para aquecer a economia e gerar mais empregos?

“É importante que o eleitor possa observar a diferença entre o discurso e a prática. Eu não observei nenhum dos candidatos se comprometer, efetivamente, com a política de desoneração tributária. Os Planos de Governo deles dizem justamente o oposto”. No plano do senador Ronaldo Caiado, na parte que fala de mobilidade urbana, “você vai observar que lá está colocado como fonte de financiamento a alteração das cargas tributárias; tributação e fiscalização, inclusive, de estacionamentos. Se ele não leu, se foi feito sem sua autorização, se contratou uma empresa sem conhecer Goiás, aí cabe a ele discutir essa situação”. “No meu caso eu estou dando o exemplo, com convicção. Eu acho que se gera um ciclo virtuoso quando você consegue diminuir a carga tributária, aí você aquece a economia, dá mais condições para o empresário contratar, obter resultados melhores, gerar emprego e com isso você incrementa a arrecadação. Num caso específico eu já diminuí a base de cálculo das alíquotas dos combustíveis, já iniciamos a redução de ICMS de bares e restaurantes, saindo de 12% para 7%, fizemos reajuste no Difal (Diferencial de Alíquota do ICMS) nos ramos de óticas, confecções, calçadistas, além de franqueados”.

Alípio Nogueira – Como o senhor analisa a crítica dos demais candidatos a respeito da Segurança Pública em Goiás?

“Goiás é referência para o Brasil em matéria de Segurança Pública. Recentemente, o Ministro da Justiça citou Goiás como referência no combate ao crime de furto e roubo de carga, através do Programa Pró-Carga, e da mesma forma no combate ao crime no campo por meio do Pró-Rural”. Zé Eliton relatou que desde 2016 “todos os indicadores de violência, praticamente, reduziram no Estado de Goiás, mas é claro que temos problemas muito sérios, e estamos propondo uma série de medidas que envolvem a competência do Estado, como a criação de uma força tática para fazer intervenções pontuais. Nós estamos modernizando a frota e adquirindo armamentos modernos para proteger o cidadão”. O candidato Zé Eliton contou que quando assumiu o governo criou, imediatamente, o Batalhão de Terminal, “com redução de 70% das ocorrências nos Terminais de Passageiros do Transporte Coletivo”. Sobre a legislação brasileira atinente ao trabalho do policial, o candidato denuncia que “muitas vezes o policial prende o criminoso e dentro a viatura ele ri e diz que dentro de uma hora estará solto, isso quando ele não é solto na Audiência de Custódia e volta para as ruas”. O governador disse “causar perplexidade os políticos virem dizer que vão resolver todos os problemas de segurança pública, sendo que alguns deles estão há 30 anos no Congresso Nacional e ninguém conhece um projeto de lei feito por eles para melhor a Segurança Pública no Brasil”. Para Zé Eiton, “é preciso ter responsabilidade, porque você não vai ter um País pacificado sem um Sistema Penitenciário adequado. É por isso que eu defendo o descontingenciamento do Fundo Penitenciário, que estava contingenciado para a formação de superávit primário. Nós conseguimos mudar essa realidade e construímos a unidade prisional de Anápolis, de Formosa, ampliamos a de Jataí e estamos construindo mais três unidades. No meu Plano de Governo, eu proponho desativar o Presídio Odenir Guimarães, de Aparecida de Goiânia (antigo Cepaigo), e construir um novo e grande presídio com todos os padrões de segurança para, muito mais que prender, tentar ressocializar aqueles que são presos”.

Ouvinte – Lucas Ferraz – Bloqueadores de celulares nos presídios

“Bloqueadores de celulares é uma piada no Brasil. Quando você instala um bloqueador ele emite sinais numa área de abrangência das operadoras que amplificam o sinal na região para atender seus clientes em volta das áreas de presídios, e aí acaba tendo sinal para quem está dentro dos presídios. Nesse caso, o Estado tem que aumentar o bloqueador, com um custo maior. Se o serviço de telecomunicações é uma concessão da União para as operadoras, basta criar a zona de restrição de sinal. Esse ônus não pode ser repassado para os estados. Mas não fazem porque existe um lobby muito forte dessas empresas no Congresso Nacional. É preciso alterar a legislação e esses que estão há 30 anos no Congresso não fizeram nada, não propuseram nada nesse sentido”.

Alípio Nogueira – Quais são suas propostas para o Agronegócio?

“Essa é nossa força motriz, nós saímos de uma exportação da ordem de R$ 300 milhões para quase R$ 7 bilhões por 53 meses consecutivos líder em superávit da balança comercial, contribuindo, inclusive, com a recuperação da balança comercial do Brasil. Grande parte desse sucesso se deve à produção primária, ao agronegócio, onde nós aumentamos a produção e reduzimos a área plantada, o que demonstra o grau de eficiência e de tecnologia. Nosso desafio é agregar valor aos nossos produtos primários. Estamos com uma agenda de estabelecer incentivos fiscais específicos para indústrias do campo que agregam valor à matéria-prima, gerando riqueza e mais empregos em Goiás, além de fortalecermos as pequenas propriedades através da Emater, que tem laboratórios modernos”.

Altair Tavares – O senhor vai a todos os debates?

“Eu vou a todos os debates porque eu acho que essa é a oportunidade do eleitor conhecer os candidatos, suas ideias, de mostrar as contradições entre o discurso e a prática para que ele faça sua escolha”.

Alípio Nogueira – De que forma o senhor avalia o fato de ter, em duas chapas de oposição, partidos que faziam parte da sua base?

“Eu vejo isso com naturalidade, faz parte do processo democrático e de consolidação das diversas alianças, um processo natural de todas as eleições. O que é diferente é a conceituação. Às vezes eu fico achando graça dos dois principais candidatos da oposição brigando para ver quem é da oposição. Os dois, há poucos dias, estavam nos elogiando abertamente. Em diversos momentos me chamavam de padrinho, chamavam o ex-governador Marconi de padrinho, publicamente. Me parece muito mais pragmatismo político, oportunismo político do que convicção ideológica”.

Ouvinte – Isaias da Silva – Pagamento de projetos culturais de 2017

“A criação do Fundo Cultural foi um avanço extraordinário que estabelecemos. É importante dizer o que se pensa a respeito de política cultural, que é diferente de política de eventos. Eventos nós fazemos, como o Canto da Primavera, o Fica, o Aruanã em Canto e uma série de outros. Agora, política cultural nós temos uma tradição em fazer. Eu tenho o compromisso de regularizar essas questões relativas ao Fundo de Cultura, porque tenho convicção da importância da cultura para Goiás, pela nossa identidade e pela divulgação das potencialidades do nosso Estado”.

Considerações finais

O candidato agradeceu pela oportunidade de participar da entrevista, de poder falar aos ouvintes e declarou que não é conhecido pelo nome, nem pelo sobrenome, que não é de família A ou de família B, “eu sou o Zé, sou o governador do Estado de Goiás e quero continuar governador desse Estado, para garantir avanços, para dar oportunidades às pessoas, por isso eu me coloco como candidato a governador do Estado de Goiás, Zé 45”.




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