MPF e SRT interditam o Hospital Materno Infantil de Goiânia

Depois de quatro meses de descaso por parte do Governo de Goiás, Materno Infantil é interditado

Na manhã desta terça-feira (30), o Ministério Público Federal em Goiás (MPF) e a Superintendência Regional do Trabalho em Goiás (SRT/GO) entregarão a representantes da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES/GO) o Termo de Interdição (TI) do Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia, de responsabilidade do Governo do Estado de Goiás e administrado pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH).

A interdição é resultado da auditoria realizada, nos últimos meses, por auditores – fiscais do Trabalho, acompanhada pelo MPF. Eles constataram, entre outros pontos, problemas graves na instalação elétrica da unidade, o que aumenta o risco de incêndio. A auditora Jacqueline Carrijo, responsável pela coordenação dos trabalhos, destaca que a auditoria começou em janeiro deste ano após uma série de denúncias dos próprios trabalhadores da unidade. “Eles alertavam para a falta de medicamentos e insumos, além das péssimas condições de trabalho.

Irregularidades

De acordo com o trabalho de auditoria, além do perigo envolvendo as instalações elétricas, constatou-se péssima estrutura arquitetônica e hidráulica; superlotação e degradação predial, o que agrava os riscos de infecção e de acidentes do trabalho. Foi identificado, ainda, risco de degradação de medicamentos nos postos de enfermagem em razão da inexistência de sistema de climatização, ocasionando calor excessivo, umidade e deterioração do mobiliário local.

Ainda na lista de irregularidades ocupacionais das enfermarias e postos de enfermagem, constatou-se insuficiência de medicamentos, higiene precária, ineficiência do controle de pragas e vetores e completa desorganização ocupacional imposta aos trabalhadores em razão das péssimas condições citadas. Todos os postos de enfermagem e enfermarias do HMI auditados serão interditados.

Desocupação

Conforme consta no Termo de Interdição, a desocupação do prédio deverá ser feita “de maneira segura, responsável, programada, progressiva, acompanhada por médicos e enfermeiros do HMI e pela Vigilância Sanitária, instituição responsável pela garantia da segurança dos pacientes”.

A partir da interdição, ficará proibida a entrada de novos pacientes até a total regularização da farmácia do HMI. O abastecimento suficiente e seguro da farmácia deve ser provado e assinado pelos responsáveis técnicos, farmacêuticos da unidade, e entregue à SRT/GO, ao MPF e ao Ministério Público do Trabalho. Fonte: MPF




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