“Mal-entendido”. Assim o Colégio WR definiu as acusações de machismo e opressão às mulheres na escola

Em nota oficial o Colégio WR diz que acusações de machismo e violência contra as mulheres na escola foram só um “mal-entendido”

Uma postagem de homenagem às mulheres feita pelo famoso Colégio WR de Goiânia feita no Instagram ainda causam um grande reboliço em Goiás. É que vários ex-alunos comentaram na publicação denúncias de machismo e opressão às alunas que ali estudam e que sempre são praticadas pelo dono da escola, Rubens Ribeiro Guimarães, o professor Rubão.

Veja a publicação que gerou os comentários e as denúncias contra o Colégio WR!

Após denúncias nos comentários a postagem foi apagada no Instagram

Uma usuária da rede social, aluna do colégio, respondeu à publicação do WR denunciando que a instituição “não sabe o que é um aluno. Menos ainda o que é uma mulher”. No mesmo comentário, ela relata frases que teria escutado do diretor dentro do colégio, como “mulher tem que ficar calada para apanhar”, “mulher passa creme para ficar macio quando apanhar” e “mulher só merece respeito quando é mãe”. A aluna afirma que essas são apenas algumas frases do diretor que mostram o “respeito” que ele tem com as alunas.

Um outro estudante citou em seu comentário a mesma frase da colega sobre a mulher merecer respeito após ser mãe. Matheus ainda alerta: “pais e mães, saibam que o WR, além da instituição que mais aprova em Goiânia, é a instituição privada cujo diretor e dono instiga o machismo, a homofobia e a intolerância às diferenças”.

Já uma ex-aluna da instituição comentou na publicação que os 50 minutos de aula de com o professor Rubão são os mais temidos da semana “onde somos humilhadas, menosprezadas e vítimas de diversas atitudes machistas”. “Mulher do precisa saber contar até 6, que é o número de bocas do fogão” e “mulher passa creme hidratante para a mão do homem não doer quando for bater nela” são alguns exemplos das frases que seriam ditas pelo professor.

Um homem comentou em seguida “meu deus muiezada, se calar a boca ainda dá tempo de virar pedra”. Os alunos dizem que o autor do comentário é o professor denunciado na postagem.

Outro ex-aluno também engrossou o coro de denúncias das alunas, contando que incontáveis vezes presenciou comentários classificando alunas como “burras” e que “mulher não deveria ter saído da cozinha”, quando cursou o terceiro ano no colégio.

Outro estudante alega que Rubão chegou a comparar mulheres a pedras. “Era nítido a diferença do tratamento dele entre os meninos e as meninas. Uma vez, ele disse que ‘mulher quando morre evolui porquê, às vezes, volta como pedra’.

Hoje a escola se pronunciou através de nota onde diz respeitar a liberdade de expressão das pessoas, mas que as acusações de machismo, violência contra as alunas, homofobia e etc… não passara de “mal-entendido”.

Confira a nota do Colégio WR!

“O Colégio WR conquistou a credibilidade do público goiano por meio de um trabalho sério, honesto e transparente, pautado em valores familiares e éticos. Dessa forma, lamenta profundamente o mal-entendido ocorrido nas redes sociais, mas respeita a liberdade de expressão.
Comunicamos que todos os esclarecimentos, a respeito dessa questão foram dados aos seus alunos no momento que antecede nossa oração que é realizada diariamente, há mais de 25 anos.

Como sempre, estamos de portas abertas a todos os pais e ex-alunos integrantes da Família WR para maiores explicações que entendam ser necessárias.”




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