Lésbicas esperam julgamento por estupro de menor de idade

É fato que a morte do menino Rhuan Maycon se tornou um dos crimes mais chocantes ocorridos contra uma criança no Brasil. A frieza com que a mãe do menino o matou e esquartejou com a ajuda da companheira causou indignação na internet. Ao comentar o crime, que ocorreu no dia 31 de maio, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a prisão perpétua para as duas mulheres de Samambaia Norte, em Brasília.

Porém, dois meses antes, outra criança foi vítima de violência por meio de duas mulheres. O caso ocorreu em março, no distrito de Paquevira, em Canhotinho, no Agreste de Pernambuco. Uma menina de quatro anos foi torturada e estuprada por um casal de lésbicas. As duas agricultoras são Zenilda da Silva, de 42 anos, e Edna Lopes da Silva, de 35. Elas criavam a menina como filha.

Elas foram presas depois que a criança comentou o caso com a professora. De acordo com as investigações, a menina apresentou queimaduras no pescoço, no ombro e no órgão genital feitas com isqueiro. A dupla tomava conta da menor desde 2018, depois que a mãe biológica, que tem mais quatro filhos, a deixou para ser criada pelas agricultoras.

A reportagem entrou em contato com a Delegacia da Polícia Civil de Canhotinho, que informou que as duas foram levadas para a Colônia Penal Feminina de Buíque, onde aguardam julgamento.

Na época em que o caso veio à tona, a menina foi encaminhada para o Conselho Tutelar da região. A conselheira Maria Marlene dos Santos Nascimentos, que foi uma das que acompanharam o caso, falou da atual situação da vítima.

– Ela está sendo acompanhada pela equipe do Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREA) e por psicólogos. Ela voltou a viver com a mãe biológica e está tranquila e seguindo sua rotina. A mãe também está bem, diante do que a filha passou. As duas agressoras eram pessoas próximas à família – explicou Maria Marlene.

COMO AJUDAR A ACABAR COM A VIOLÊNCIA E ESTUPRO DE CRIANÇAS

Segundo o artigo 13 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em caso de suspeita ou confirmação de violações de direitos humanos de crianças e adolescentes, de qualquer tipo, incluindo a violência sexual (abuso ou exploração sexual), o caso deve ser sempre denunciado.

No Brasil, o principal canal de denúncias de crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes é o Disque Denúncia Nacional, ou Disque 100, coordenado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Ligue 100 (ligação gratuita).

Fonte: Pleno.News




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