Juiz Marcelo Bretas entra em depressão com a operação Lava Jato No Rio

O juiz Marcelo Bretas entrou em depressão após a exposição alcançada por seu trabalho à frente da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Em entrevista à ÉPOCA, ele relacionou duas razões principais que agravaram a situação. Primeiro, por ter cada vez menos tempo para o lazer — por exemplo, perdendo um Carnaval inteiro para tratar de medidas cautelares envolvendo executivos de uma empreiteira. Depois, por começar a ser reconhecido constantemente nas ruas por estranhos.Por vezes criticado pela exposição em redes sociais, Bretas tenta explicar que, ao contrário da tese do encanto com a fama, sua postura é a resposta para uma doença que só detectou com repetidas sessões de terapia a partir do ano passado (e que mantém até hoje).

“Sempre fui muito fechado e tímido. Tinha tensão quando as pessoas vinham na rua falar comigo, nunca fui acostumado a nada disso. Era medo mesmo. No auge, cheguei a entrar numa rede de lojas com minha esposa e ficar em um cantinho sentado de costas para ninguém vir falar comigo”, disse, reconhecendo que o próprio casamento passou por momentos de dificuldade no período. “Passei a não querer sair de casa, com o tempo. Então, na verdade, essa minha fase rede social é porque estou saindo da depressão, não tem nada a ver com deslumbramento”, afirmou Bretas.

A íntegra da entrevista com o juiz está disponível na reportagem de capa da revista ÉPOCA desta semana:




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