Jovair diz que Marconi sofreu perseguição política: “É um grande homem, um homem de fé”

O deputado federal Jovair Arantes avaliou, em entrevista ao jornalista Charlie Pereira, da Rádio Sagres 730, a derrota que obteve nas urnas no dia 7 de outubro.

Mesmo tendo recebido 56.705 votos, Arantes não conseguiu se reeleger neste ano. Em 2014, o deputado fora eleito com 92.945 votos, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na comparação entre as duas eleições, o resultado obtido em 2018 representa um decréscimo de 39% na quantidade de votos recebidos pelo parlamentar.

Jovair Arantes atribuiu a derrota, após seis mandatos consecutivos como deputado federal, ao desgaste político perante o eleitor.

“Eu acho que cansaram do Jovair. Tenho feito da minha vida um sacerdócio e trabalhado muito por Goiás. Entendo que eleição é assim mesmo, as pessoas as vezes cansam dos políticos e entendo que podem ter cansado de mim. Vejo isso com muita tranquilidade”, analisa.

Arantes também comentou a derrota do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que não conseguiu se eleger senador neste ano, tendo obtido menos votos do que os eleitos Vanderlan Cardoso (PP) e Jorge Kajuru (PRP); e do que Wilder Moraes (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB), respectivamente.

Marconi está sendo investigado na Operação Cash Delivery, que apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. De acordo com a investigação, Perillo teria solicitado e recebido propina no valor de R$ 2 milhões em 2010, e, R$ 10 milhões em 2014, da empreiteira Odebrecht, em troca de favorecer interesses da empreiteira relacionados a contratos e obras no Estado de Goiás.

A defesa do ex-governador nega as acusações. No entanto, o escândalo teve impacto direto no resultado da eleição. Jovair reconheceu que a Operação teve reflexo nas urnas e defendeu Marconi, que segundo ele, foi vítima de perseguição política.

“O Marconi é um grande homem, um homem de Deus, um homem de fé. Entendo que o que foi feito com ele foi uma perseguição política muito intensa nesse período eleitoral. Volto a repetir que isso não é normal, isso não é do processo democrático. Poderiam muito bem ter esperado o processo eleitoral para fazer o que tem que fazer”, justifica.

Fonte: Rádio Sagres



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