Jorge & Mateus suspende uso de imagem em boate envolvida em polêmica de agressão

A dupla sertaneja Jorge & Mateus publicou um comunicado oficial no Instagram nesta quinta-feira (9) para avisar os fãs que “suspendeu a licença concedida de uso do nome artístico e imagem da dupla” à boate Villa Mix. A explicação acontece após a repercussão do relato publicado na web por Taynara Diniz, de 29 anos, sobre uma suposta agressão na casa noturna em São Paulo no dia 5 de maio.

“A dupla Jorge & Mateus diante dos acontecimentos envolvendo o estabelecimento ‘JHLS Lanchonete e Choperia’, boate ‘Villa Mix’, na cidade de São Paulo/SP, vem a público esclarecer que suspendeu por prazo indeterminado a licença concedida de uso do nome artístico e imagem da dupla até que seja concluída uma investigação e apuração dos fatos pelas autoridades competentes. Os artistas Jorge & Mateus repudiam o uso da violência em qualquer situação, reafirmando que o respeito à dignidade e integridade física é direito fundamental a qualquer cidadão”, diz a nota.

ENTENDA O CASO

Taynara Diniz publicou um texto no Instagram em que diz que foi agredida por seguranças na boate Villa Mix durante uma festa no domingo, dia 5 de maio. De acordo com a jovem, a confusão começou quando um homem jogou um copo de bebida em seu rosto quando estavam na pista de dança.

“Por óbvio, a minha reação na hora foi a de também soltar o meu copo, já que na hora fiquei cega pelo álcool da bebida dele nos meus olhos. Ao verem o que estava acontecendo as seguranças da casa me seguraram e me tiraram da pista para evitar uma confusão maior”, escreveu ela.

“Após uma discussão sobre quem estava certo ou errado, as seguranças, ao invés de me escoltarem até a saída da casa, me levaram para uma sala nos fundos (…) onde fui espancada por 5 seguranças, a mais pura covardia e crueldade. Levei socos na cabeça, nos olhos, costas, chutes nas pernas, tive o meu vestido rasgado, além da humilhação que passei. Outras 3 testemunhas ouviram os meus gritos de desespero e socorro do lado de fora da casa, e começaram a bater no portão, pedindo que liberassem a pessoa que estava ali sendo espancada”, continuou Taynara.

“Nisso um segurança (o mesmo que estava me segurando) abriu o portão e falou ‘está tudo bem, não está acontecendo nada’. Após muita insistência e após dizerem que a polícia estava a caminho, abriram o portão e me jogaram para fora como um animal. Assim que começaram as agressões (dentro da tal sala), eu comecei a ameaçar chamar a polícia. Nesse momento roubaram o meu celular me deixando lá presa sem qualquer comunicação. Só pararam de me bater quando eu parei de me debater e fingi um desmaio. Assim, levante e corri, atravessei a primeira porta e fui segurada por outro segurança na porta que dava acesso para a rua. Onde gritava mais alto por socorro. Engraçado que, após a chegada da polícia, meu pai tentou localizar meu celular (…) e menos de 5 minutos depois o celular foi entregue por um faxineiro da casa ao policial falando que meu celular foi ‘encontrado’ no lixo (suspeito ou não?)”, diz a empresária no texto.

A reportagem teve acesso ao boletim de ocorrência registrado por Taynara na 27º DP de São Paulo. O caso vai ser investigado pela 96º DP. “Foi registrado no boletim de ocorrência que três funcionários de uma casa noturna de 38, 39 e 42 anos são investigados após uma denúncia de agressão na noite de domingo (5) por volta das 6h45 na Rua Beira Rio, Itaim Bibi, Zona Oeste da capital. Uma empresária de 29 anos contou que uma pessoa desconhecida jogou bebida em seu rosto e, momentos depois, foi levada por mulheres e homens da equipe de segurança até o ambulatório onde foi agredida. Durante o tempo que permaneceu no local, os agressores pegaram o celular da vítima, que posteriormente foi devolvido. Pessoas que estavam do lado de fora do estabelecimento ouviram gritos da empresária e exigiram que a mesma fosse liberada. Ela foi encaminhada ao PS Santa Paula e depois foi até a delegacia onde reconheceu os três investigados como autores do crime. Uma das investigadas alega que também foi agredida. A ocorrência foi registrada como lesão corporal e constrangimento ilegal no 27º DP, mas deverá ser encaminhado ao 96º DP, responsável pela área dos fatos. A vítima decidiu representar contra os autores.”

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que Taynara prestou depoimento e fez exame de corpo de delito. “O caso é investigado por meio de inquérito policial instaurado pelo 96º DP. A vítima prestou depoimento na unidade e foi encaminhada para realização de exame de corpo de delito. Três seguranças do estabelecimento foram identificados e já foram ouvidos. As investigações prosseguem para identificar outros suspeitos envolvidos”, diz o comunicado.

Fonte: QUEM




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