Goiás recebe comitiva diplomática do Zimbábue

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SED) recebeu na terça-feira, dia 21, a visita da delegação do Zimbábue, que veio a Goiás interessada em novos negócios e na possibilidade de troca de tecnologias em diversas áreas. Os integrantes foram recepcionados pelo secretário de Assuntos Internacionais, Isanulfo Cordeiro, e pelo superintendente Executivo de Comércio Exterior, William O´Dwyer, além do vice-presidente da Federação das Indústrias de Goiás, Antônio Almeida.

A delegação africana foi formada pelo embaixador do Zimbábue, Thomas Bvuma; o ministro de Tecnologia da Informação, Supa Mandiwanzira; o ministro Conselheiro, Charles Godfrey Machoba e membros do corpo diplomático. Em pauta, as possibilidades de parcerias comerciais em produtos fármacos, agricultura, maquinários agrícolas e tecnologias diversas. O embaixador Bvuma declarou-se impressionado com o potencial de Goiás apresentado à comitiva, além da potencialidade agrícola, como a produção do etanol.

Oportunidades
“Zimbábue tem necessidade de investir fora do seu território devido às suas restrições climáticas. Em contrapartida, oferecemos tecnologias, e a possibilidade de participação no Mercado Comum Centro-Africano, entre outras facilidades de mercado. Como oportunidades imediatas precisamos importar alimentos como milho, tanto para alimentação humana quanto para rebanhos. Também necessitamos de tecnologia para obtenção de água, que nos possibilite a instalação de indústrias de agronegócio em nosso país”, explicou o embaixador Bvuma.

Segundo ele, seu país tem inúmeras riquezas à espera de tecnologias que poderão trocar com Goiás, em setores como o de mineração, já que o Zimbábue é rico em reservas de minérios como a platina, o cromo, diamantes e o ouro. Na agricultura, oferecem o que denominou “ouro verde”, referindo-se ao tabaco, “especialmente o tabaco para saborização”, mas demonstraram interesse em importar tecnologia para tornar a vastidão de terras de seu país, atualmente subutilizadas, em terras agricultáveis para produzir cana de açúcar. “Também importamos petróleo e diesel e carecemos do etanol para a adição de 20% no combustível”, acrescentou Bvuma.

Os representantes de Goiás falaram sobre as potencialidades do Estado, os pontos de interesse, programas de incentivos, e demonstraram grande interesse na troca de informações, tecnologias e balança comercial. Em retribuição, a comitiva do país africano se comprometeu a agendar visita do Governo de Goiás ao Zimbábue, inclusive com a participação do presidente daquele país, e elogiou a paixão com que o governador Marconi Perillo referiu-se a Goiás no encontro anterior: “A paixão do governador nos motivou a vir, e realmente ficamos impressionados com Goiás. Queremos retribuir tamanha receptividade”, disse o embaixador.




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