Fake News contra vacinas disparam casos de sarampo no Brasil

As informações mentirosas espalhadas na internet(Fake News) dizendo que vacinar mata, estão fazendo voltar doenças que já tinham sido combatidas no Brasil. Existem até campanhas contra vacinas da gripe. A menos de um mês de expirar o prazo que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) deu ao Brasil para frear o contágio pelo sarampo, o país ainda enfrenta uma severa transmissão da doença. O balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde mostra que a enfermidade avança menos, mas não foi contida. Ao todo, 10.274 pessoas adoeceram. Houve 12 mortes em quatro unidades da Federação.

A situação mais crítica é a do Amazonas, com  9.778 casos confirmados e seis mortos. Em Roraima,  onde o surto começou, por causa dos venezuelanos que fugiram da ditadura de Nicolas Maduro  houve 349 contaminações. DF, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Bahia, Pernambuco, Pará e Sergipe notificaram, juntos, 141 adoecimentos.

Mais de 15 milhões de doses da vacina foram distribuídas. A imunização precária foi o principal fator por trás do pior surto de sarampo em 20 anos no país. Os primeiros doentes, foragidos da Venezuela, disseminam o vírus desde 2017, e a situação saiu de controle. Em outubro, a Opas avisou que até fevereiro deste ano o Ministério da Saúde deveria diminuir as infecções, sob risco de perder o certificado de eliminação da doença, obtido em 2016.

Redução

Nas últimas semanas, segundo o governo brasileiro, houve diminuição na notificação de casos novos. “Desde o início do surto, houve o envio de técnicos para apoiar os gestores na vigilância epidemiológica, nas medidas de imunização e de laboratório in loco. Também houve apoio com equipes de investigação, repasse de apoio financeiro e envio de kits laboratoriais e de vacinas”, destaca o Ministério da Saúde, em nota.


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