Em Teresina, Marconi é recebido pelo PSDB para apresentar candidatura a presidente do diretório nacional do partido

Governador foi recebido pelo prefeito da capital piauiense, Firmino Filho, e lideranças do partido no Estado; no encontro, defendeu a unidade interna do PSDB

O governador Marconi Perillo esteve em Teresina (PI) para apresentar sua candidatura a presidente do diretório nacional do PSDB para os membros do partido no Piauí. O governador foi recebido no aeroporto de Teresina pelo governador do Piauí, Wellington Dias, do PT, e pelo prefeito da capital piauiense, Firmino Filho, do PSDB. No encontro com integrantes e lideranças tucanas, Marconi defendeu a unidade do PSDB em torno da construção de um programa de governo competitivo para as eleições presidenciais de 2018 e afirmou que seu objetivo é promover a coesão interna. Mais cedo, Marconi esteve com o PSDB de Sergipe, em Aracaju.

“Espero que cheguemos ao dia 9 de dezembro (data da convenção que elegerá o novo presidente do PSDB, em Brasília) com candidatura única. Já fizemos um acordo importante que foi realizar uma chapa única com o diretório”, disse Marconi. O encontro teve as presenças do prefeito Firmino Filho, do ex-governador Freitas Neto, do deputado Luciano Nunes e dos vereadores Jeová Alencar, Renato Berger, Edson Melo, Joninha e Samuel Silveira, atualmente secretário de assistência social do município, além de outras lideranças e membros do partido no Estado.

“Se todo modo for impossível a escolha de um presidente pelo consenso vamos a convenção”, disse o governador de Goiás aos tucanos piauienses, lembrando que já participou de várias convenções e o PSDB nunca chegou dividido. “O PSDB terá candidatura própria e vamos buscar aliados e teremos que ter habilidade. Essa discussão de apoia ou não o governo é página virada. Eu defendo que o PSDB apoio urgentemente reformas estruturais como a reforma da Previdência”, disse Marconi.

Marconi disse que o partido tem de estar unido em torno da proposta programática para as eleições, pactuada com o PSDB de todo o Brasil e com a população. O governador afirmou que os tucanos “tem uma riqueza de ótimos nomes para a disputa presidencial, lideranças com experiência política e com grandes resultados administrativos que podem resgatar o legado do PSDB, dos governos de Fernando Henrique Cardoso, e capazes de construir o futuro do País”.

O governador disse que a discussão sobre a participação do PSDB no governo do presidente Michel Temer já está pacificada. “O PSDB não indica mais ministérios. O partido já saiu. Os ministros Aloysio (Nunes Ferreira, Relações Exteriores) e (Antônio) Imbassahy (Secretaria de Governo da Presidência) continuam no governo por escolhas pessoais do presidente (Michel Temer)”, disse. “O que o PSDB vai discutir a partir de agora é o nosso projeto, porque nós vamos ter um candidato a presidente da República. Nós temos um projeto para o País”, afirmou.

“O PSDB tem um compromisso com a governabilidade e com as reformas e não pode abrir de discutir a colaborar com as reformas estruturantes, porque o PSDB é um partido reformista, reformas como a da Previdência, que é a mais importante de todas”, disse Marconi. “O meu projeto é a unidade interna para escolhermos um bom candidato, com base em critérios democráticos. O prefeito Firmino e eu concordamos que é precisa estabelecer um critério, como prévias, como ocorreu em São Paulo, e que a gente tenha um bom projeto para o País, para que o Brasil possa avançar de novo, como ocorreu nos governos do PSDB com o presidente Fernando Henrique Cardoso”, disse o governador.

Marconi agradeceu a “recepção calorosa” de Firmino Filho e afirmou que ele é uma das “grandes lideranças nacionais do partido”. Perguntado sobre o apoio à pré-candidatura do prefeito piauiense ao governo do Estado, o governador disse que, caso ele dispute, estará com ele. “O prefeito Firmino é uma das grandes lideranças nacionais do PSDB”, afirmou Marconi. “Ele faz um belo trabalho, com competência, espírito público e profissionalismo em Teresina e tem muito a contribuir com o Piauí e com o Brasil. Se ele quiser disputar, se ele entrar para a disputa pelo governo, certamente ele terá o nosso apoio, por sua liderança e história”, disse.



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