Em defesa, Richa diz ter sido perseguido politicamente pelo Ministério Público

Em documento apresentado à Justiça Estadual nesta semana, a defesa do ex-governador do Paraná, Beto Richa, acusa o Gaeco de ter patrocinado uma perseguição política contra ele ao prendê-lo e denunciá-lo na Operação Quadro Negro, que investigou desvios em obras de escolas estaduais. Segundo os advogados, os promotores agiram para satisfazer “anseios populares revanchistas”, e encobriram suas ações por um manto sacro de luta por justiça.

A defesa do ex-governador também questiona o posicionamento do juiz Fernando Bardelli Fischer, que era responsável pelo processo até o mês passado, e foi substituído numa reorganização administrativa do Tribunal de Justiça. Os advogados citam um despacho de Fischer de fevereiro deste ano, que acatou uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) favorável a Richa. O documento se encerra com a frase “deixe-me ir, preciso andar”. Para eles, há um ato de ironia e inconformismo com a sentença, que integra uma canção de Cartola famosa pelo refrão “rir para não chorar”.

A defesa argumenta que este é mais um indicativo da parcialidade do juízo em relação ao ex-governador, e pede que a denúncia seja refutada. Richa é acusado de obstrução de justiça durante a Operação Quadro Negro, por ter orientado, segundo o Ministério Público, o ex-diretor do governo Maurício Fanini a apagar mensagens e fotos, e se livrar de documentos que o incriminassem de desvios.

Fanini é delator da justiça, e afirma que arrecadava propinas nas obras da Secretaria da Educação em favor do então governador. Para a defesa do tucano, Fanini faz acusações absolutamente inverídicas e genéricas, sem imputar condutas que de fato tenham obstruído a investigação. Essa é a primeira manifestação da defesa do ex-governador na ação, que ainda está em fase inicial de tramitação.

Fonte: Paraná Portal

 




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