Carvoeiro que trabalhava em situação de escravidão vai ser indenizado em R$ 400 mil

Os proprietários de uma fazenda do município de São Luís dos Montes Belos foram condenados a pagar R$ 400 mil por danos morais a um carvoeiro que trabalhava em situações de escravidão na propriedade. O homem e a família prestaram serviços por cinco anos no local e foram resgatados durante operação da Polícia Civil (PC). A decisão foi do juiz titular da Vara do Trabalho Planton Teixeira que analisou provas colhidas durante o processo. O magistrado reconheceu vínculo empregatício entre trabalhador e três integrantes de um mesmo grupo familiar. Conforme consta nos autos, o carvoeiro trabalhava cerca de dez horas por dia em condições precárias de moradia, alimentação e higiene. A defesa dos acusados alega que não há nenhuma relação de trabalho entre fazendeiros e o homem. Disse ainda que o trabalho era uma parceria entre os envolvidos. Para o juiz, os empregadores foram beneficiados com a prestação de serviço e o valor da indenização foi baseado no cálculo do salário que o trabalhador deveria receber.




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