Brasil enfrenta Costa Rica atrás de afirmação na Copa

A estreia não foi a esperada, mas a confiança continua intacta. Após o empate com a Suíça (1 a 1), o Brasil enfrenta a Costa Rica apostando na manutenção da equipe para buscar afirmação na Copa do Mundo Rússia 2018, às 9h (de Brasília) desta sexta-feira, em São Petersburgo.

Tite pretende realizar apenas uma mudança na equipe que irá a campo para duelar com a Costa Rica, e não é tática: Marcelo passará a braçadeira de capitão a Thiago Silva no rodízio promovido pelo técnico.

Na quarta-feira, no último treino em Sochi antes de viajar para São Petersburgo, Tite armou a equipe titular com a mesma formação da estreia, mantendo Paulinho na contenção e Gabriel Jesus na ponta do ataque.

Mantendo a mesma equipe em campo, a missão de Tite será realizar ajustes para diversificar o sistema ofensivo do Brasil. Na estreia, a seleção brasileira abusou do lado esquerdo do ataque, por onde jogam as maiores referências do elenco, Marcelo, Philippe Coutinho e Neymar, facilitando a marcação suíça.

“Faltou girar mais a bola, usar mais o lado direito, que é muito forte. Vamos ajeitar isso para o próximo jogo”, admitiu na terça-feira Coutinho, autor do gol do Brasil na estreia.

Paredão costarriquenho

Do outro lado do campo, o Brasil enfrentará uma Costa Rica desesperada. Após a derrota para a Sérvia (1 a 0), teoricamente o adversário mais acessível do Grupo E do Mundial, os costarriquenhos não podem se dar ao luxo de tropeçar novamente se quiserem repetir o feito da Copa passada, na qual alcançaram às quartas de final. O técnico Oscar Ramirez manterá a linha de cinco defensores, como precaução contra o talento dos jogadores de ataque brasileiros, apostando em contra-ataques. Na frente, a dúvida é se manterá Marco Ureña, que teve atuação apagada como titular contra os sérvios, ou se irá promover a volta do veterano Joel Campbell, estrela da seleção costarriquenha, mas que se transformou em opção de velocidade para o segundo tempo.

Canarinhos embalados pela torcida

Após os isolamentos em Teresópolis (Granja Comary), Londres, Sochi e Rostov, a seleção brasileira, enfim, viveu uma conexão mais forte com sua torcida na caminhada rumo ao hexa. Foi na chegada em São Petersburgo, local de jogo de hoje, e embalada por uma canção que empolgou os jogadores.

A festa foi tão grande e a recepção tão calorosa que alguns jogadores pararam para cumprimentar os torcedores. Renato Augusto disse que “arrepiou”, enquanto Marcelo, Casemiro, Willian e Douglas Costa quase foram para a torcida, ao passo que Neymar e Alisson compartilharam imagens em suas mídias sociais agradecendo o carinho.

É que o time foi recebido por centenas de torcedores que entoaram uma nova música que quebrou a frieza que marcava a concentração caracterizada pela distância da torcida: a “Brasil, olê, olê, olê”.

“Em cinco oito [58] foi Pelé, em meia dois [62] foi o Mané. Em sete zero [70] esquadrão, primeiro a ser tricampeão. Oooooô, 94 Romário, 2002 Fenômeno… primeiro tetracampeão, único pentacampeão. Ooooô, Brasil olê, olê, olê. Brasil olê, olê, olé”.




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