Bill Gates apresenta o vaso sanitário sem água e sem esgoto

No vaso sanitário de Bill Gates o cocô humano é transformado em adubo

O co-fundador da Microsoft, Bill Gates, apresentou nesta terça-feira uma peça tecnológica que pode revolucionar o mundo, não nos computadores dos escritórios, mas nos banheiros. O vaso sanitário reinventado não precisa de água nem de rede de esgoto, pois usa produtos químicos para transformar dejetos humanos em fertilizante.

O vaso sanitário atual simplesmente manda os dejetos embora na água, enquanto estes vasos sanitários não têm o esgoto. Eles recebem os dejetos líquidos e sólidos e fazem um trabalho químico neles, o que inclui queimá-los na maioria dos casos — explicou Gates à Reuters.

A novidade foi apresentada no evento Reinvented Toilet Expo, na China. Em palestra, Gates elogiou o livre comércio globalizado, que tornou possível o desenvolvimento do vaso sanitário. — Acredito sinceramente que o comércio permite que cada país faça aquilo em que é melhor — afirmou o bilionário. — Então, quando falo de componentes deste vaso sanitário sendo feitos na China, outros na Tailândia, outros nos Estados Unidos, estou dizendo como é bom juntar todo esse QI para ter essa combinação.

Economia e prevenção na área da saúde

O novo vaso sanitário é resultado de anos de desenvolvimento, em projetos financiados pela Fundação Bill e Melinda Gates. Segundo Gates, a tecnologia já está pronta para entrar no mercado, em vários modelos, e pode ser comparada à computação. — Da mesma maneira que um computador pessoal é de certa forma autossuficiente, e não uma coisa gigantesca, podemos realizar este processamento químico nos próprios lares — afirmou.

O que pode parecer trivial tem o potencial para promover uma revolução global no saneamento. No palco, Gates mostrou um pote com excrementos humanos, que continham 200 trilhões de células de rotavírus, 20 bilhões de bactérias e cem mil ovos de parasitas. A esterilização de resíduos humanos podem evitar 500 mil mortes de crianças e economizar US$ 233 bilhões por ano em custos para o tratamento de doenças como diarreia e cólera.

Fonte: O Globo




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