Atentado com bombas deixa ao menos 28 mortos no aeroporto de Istambul

Folhapress – Uma dupla explosão deixou pelo menos 28 mortos e mais de 60 feridos na noite desta terça-feira (28) no aeroporto internacional Mustafa Kemal Atatürk, em Istambul, o maior terminal aéreo da Turquia.

A informação sobre o número de mortos foi entregue pelo governador de Istambul, Vasip Sahin. Segundo o ministro da Justiça, Bekir Bozdag, trata-se de um ataque terrorista.

Nenhum grupo, no entanto, reivindicou a ação até o momento. Nos últimos meses, a cidade foi atingida por atentados feitos por militantes curdos e pela facção terrorista Estado Islâmico.

Em discurso no Parlamento, Bozdag afirmou que dois homens armados com fuzis AK-47 trocaram tiros com policiais na entrada do terminal internacional de passageiros e, em seguida, os autores detonaram os explosivos.

Testemunhas disseram à TV americana NBC que um policial tentou imobilizar um dos homens antes que ele detonasse os explosivos. Nas redes sociais, passageiros publicaram fotos de pessoas feridas dentro e fora do terminal.

A explosão ocorreu em um posto de controle na entrada do terminal. Aeroportos turcos têm áreas de controle de segurança em ambas as entradas dos terminais, além do controle de raio-x nos portões de embarque.

Os feridos foram socorridos em ambulâncias e táxis estacionados no desembarque do aeroporto. O chefe do Crescente Vermelho turco, Kerem Kinik, pediu que a população doe sangue para socorrer os feridos.

Devido ao atentado, os voos previstos para Istambul estão sendo desviados para Ancara e Esmirna, no oeste do país. O voo TK16 da Turkish Airlines, que saiu de São Paulo para Istambul, pousou minutos depois do ataque.

Não há informações, no entanto, sobre se os passageiros chegaram a desembarcar ou ainda estão nos aviões.

ATAQUES

Há vários meses, a Turquia se encontra em estado de alerta por uma série inédita de atentados atribuídos ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) ou relacionados com o reinício do conflito curdo.

O último grande ataque a Istambul ocorreu no dia 7 de junho, quando ao menos 11 pessoas morreram -sete policiais e quatro civis- e mais de 36 ficaram feridas pela explosão de um carro-bomba em um bairro histórico da cidade.

Antes, dois atentados suicidas atribuídos ao EI já haviam sido registrados em áreas turísticas de Istambul.

Osman Orsal/Reuters
Equipes de resgate atuam para socorrer vítimas de explosões no aeroporto de Istanbul
Equipes de resgate atuam para socorrer vítimas de explosões no aeroporto de Istanbul

Em 19 de março, um homem-bomba atacou uma via comercial do centro e matou quatro turistas estrangeiros (três israelenses e um iraniano).

Em janeiro, outro atentado suicida matou 12 turistas alemães no centro histórico da cidade.

Quando os ataques miram as forças de segurança, as autoridades os atribuem aos rebeldes curdos, que lutam contra o exército turco no sudeste do país.

Os atentados abalaram o setor de turismo na Turquia, com uma queda do número de visitantes de 28% em abril deste ano na comparação com o mesmo mês de 2015. A queda mensal foi a maior em 17 anos e preocupa o governo.

A Turquia, membro da Otan (aliança militar ocidental) e da coalizão liderada pelos Estados Unidos que luta contra o EI no Iraque e na Síria, havia intensificado as operações contra a facção na região norte da Síria, onde os extremistas controlam muitas áreas próximas à fronteira.

De acordo com analistas, isso deixa o país mais vulnerável ao risco de atentados.




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