Ameaça de bomba em escola de Brasília provoca pânico

Escola da Asa Norte teve aulas suspensas em função da ocorrência

As informações são do Jornal Correio Braziliense que dão conta de uma suspeita de bomba em uma escola pública da Asa Norte em Brasilia. Confira o que disse o Correio Braziliense sobre o pânica na manhã desta segunda-feira na capital federal!

O esquadrão antibombas da Polícia Militar foi acionado, na madrugada desta segunda-feira (18/3), para apurar uma suspeita de atentado contra o Centro Educacional Gisno, escola pública da 907 Norte. 

Um adolescente chegou a ser apreendido e levado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), mas nenhum explosivo foi encontrado no colégio. Mesmo assim, as aulas foram suspensas no turno matutino e ocorrerão normalmente à tarde e à noite.

A suspeita partiu de uma apuração do delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Laécio Rossetto. O responsável pela DP informou aos militares sobre a possibilidade de atentado assim que soube da ameaça, às 4h50.

Mensagens postadas em redes sociais sinalizavam o ataque que poderiam ter a participação de quatro estudantes. Após o atentado ter sido descartado, apenas um adolescente, considerado o pivô das ameaças, foi levado à DCA. Ele chegou escoltado à delegacia antes das 9h, usando roupas camufladas e demonstrando tranquilidade. Os responsáveis chegaram logo em seguida e o acompanharam para dentro do prédio. 

Busca não achou explosivos

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e a Polícia Civil mobilizaram representantes especialistas neste tipo de ocorrência e foram até a escola. Várias viaturas do Corpo de Bombeiros também foram deslocadas ao colégio, quando ainda estava escuro.  

A Operação Petardo foi iniciada às 5h30 para procurar e destruir os artefatos, caso eles existissem mesmo. Às 7h, porém, o Corpo de Bombeiros declarou o fim da operação sem que se tivesse encontrado qualquer bomba nas dependências da escola. Um adolescente chegou a ser apreendido pelo envolvimento na ameaça e está na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).

A movimentação deixou educadores, alunos e parentes de estudantes assustados. “Hoje quando minha neta contou das ameaças na internet, eu fiquei horrorizada”, disse a aposentada Maria Oliveira, 63 anos. O professor de história José Jorge, no entanto, ponderou que um incidente do tipo nunca aconteceu no colégio. “Trabalho aqui há mais de 20 anos e nunca houve nenhum episódio semelhante. São alunos tranquilos, com comportamento normal de adolescentes. Essa não é uma escola com histórico de violência”, disse .

Elogios ao nazismo

Apontado como pivô das ameaças, o aluno levado à Delegacia da Criança e do Adolescente foi descrito como quieto em sala de aula, mas simpatizante ao nazismo. “A capa do celular dele é uma suástica nazista. No Facebook e no Instagram, ele sempre posta coisas relacionadas a Hitler. Isso preocupa muito a gente”, disse um estudante.

Um dia depois do massacre de Suzano, em São Paulo, o adolescente amedrontou os alunos. “Ele veio com uma jaqueta e uma máscara, como a que usaram lá (em Suzano). Aí ficou com as mãos no bolso e a gente ficou com medo de que ele estivesse armado”, contou o mesmo aluno.

 




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