60 anos de La Revolución cubana

Socialismo renovado de Cuba em questão

Embaixador de Havana, no Brasil, Rolando Gomez González abre conferência em Goiânia, hoje

Renato Dias

Sessenta anos de la ‘revolución’, em Cuba. 1959 & 2019. Com a participação do embaixador de Cuba, no Brasil, especialista nos negócios, Rolando Gomez González, será aberta, hoje, no Auditório Solon Amaral, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, em Goiânia, no Bosque dos Buritis, a Conferência Goiana de Solidariedade a Havana, pátria socialista. Os organizadores são Erotides Borges, e-guerrilheiro, e Lucas Marques Ribeiro, sociólogo marxista. O fórum irá iniciar-se às 18h30. Com uma exposição de fotografias do chamado Sebastião Salgado do Cerrado, do Centro-Oeste, Rubens Afonso, um ícone das imagens. Homem gauche. Nada mais, nada menos do que 32 fotografias. Expostas no Palácio Alfredo Nasser. Legislativo.

1º de janeiro de 1959. Fidel Castro Ruz, advogado, Ernesto Guevara de La Serna, médico argentino, um internacionalista que adorava exportar revoluções, Camilo Cinfuegos, que morreria depois de forma trágica, e Raúl Castro tomam o poder, com a estratégia de Guerra de Guerrilhas, expulsam o ditador, um sargento multado, Fulgencio Batista, e instalam o socialismo no País. Apesar da tentativa da invasão da Baía dos Portos, da crise dos mísseis, das 600 vezes que tentaram matar Fidel Castro, a revolução chega ao seu aniversário de 60 anos. Com mudanças. Introdução de mecanismos de economia de mercado. Uma consulta popular para a formatação de uma nova Constituição Federal e a ascensão do jovem Miguel Díaz Canel ao poder.

Cuba promoveu uma revolução nas áreas de saúde, educação e habitação. Mais: teria montado uma ampla rede de proteção social. Ao exportar o ‘Mais Médicos’ e um programa semelhante para a alfabetização de crianças, jovens e adultos, na América Latina e na África, contribuiu para a elevação dos índices de IDH nas regiões contempladas. Havana é referência em Medicina. Nos tratamentos do câncer e do vitiligo. No Programa de Saúde da Família. Um potência nos esportes olímpicos. O regime de partido único, a ausência de liberdade e autonomia sindical, a censura à imprensa, o dirigismo nas artes e na cultura, a falta de pluralismo político, do pluripartidarismo são entraves para a construção de uma democracia.




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.